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 Estava tudo combinado, inclusive fazer de conta que não havia nada combinado. O marido, 1,70, barriguinha de cerveja bem como eu gosto, nem bonito nem feio, cara de homem que sabe fazer sexo, estava no portão me esperando quando meu Uber® chegou por volta das 23h. Entre cochichos, me levou até o interior da casa e, assim que eu cheguei, já pegou firme na minha nuca e me colocou de joelhos com sua braguilha aberta. Cheiro másculo, um instrumento digno de nota. Ajoelhada, eu “trabalhava” olhando para ele, seu relógio grande, sua corrente prateada no pescoço, sua camiseta de time europeu, tatuagem no pescoço.

    Dali de onde estava, me levou - fui levada - à ficar de quatro no sofá e dei a ele aquilo que, segundo havia me dito, a esposa não lhe permitia. Abri e não só não fugi, mas me dirigi em direção a ele, facilitando o seu “trabalho”. Eu sentia uma de suas mãos na minha cintura e a outra segurando a minha boca. De propósito, conjugava os movimentos: eu apertava os dedos com a minha boca ao mesmo tempo que apertava-o lá embaixo. Infelizmente não havia espelhos, mas eu imaginava seus olhos revirando… E eu sentia tanto eu jorrar lubrificação natural motivada pelo meu prazer, quanto ele também babar de prazer dentro de mim.

   No lado de fora de casa, o portão bateu e chegou a hora marcada da encenação do susto. Havíamos sido pegos de surpresa? A porta se abriu e a esposa nos pegou.  Silêncio total entre os três na sala. Levantei-me, mas não a encarei. E senti a mão dela na minha nuca, conduzindo-me à posição que eu estava antes de ela entrar. Era sua aprovação? Marido entrou em mim novamente, ele e eu olhando para ela se despir. Então, ela se sentou sobre a guarda do sofá e posicionou minha boca para onde, há alguns segundos, estava sua calcinha e agora nada havia. Fiz nela aquilo que eu mesma sabia que me dava enorme prazer. Marido e esposa beijaram-se, eu ouvi. E foi maravilhoso. Então, o marido levantou minha cabeça e nos demos um beijo triplo.

    Era chegada a minha vez. Saí do meio dos dois, joguei o nosso homem a ficar sentado no sofá. Abri as pernas dele, segurei o que havia entre elas e ajudei ele a entrar nela como há tanto tempo ele queria. Ou melhor, ajudei-a a realizar o sonho do homem que era seu. E, quando entrou tudo, me sentei no chão e atirei minha boca onde  ele e ela estavam se encontrando, alternando ora ele, ora nela, ora em ambos ao mesmo tempo.

    Sem sair dela, ele fez com que ela ficasse de joelhos e, com o olhar, mandou-me ficar do mesmo jeito, mas ao lado dela. Nós duas nos beijamos e, enquanto isso, senti ele sair dela e entrar em mim sem que o beijo entre nós duas se interrompesse. Indo por trás dele, a esposa lambeu o lugar onde o corpo do marido e o meu se uniam.

    Mas o melhor e mais inusitado estava por vir. Servindo-se do fato de que o corpo dela era bem menor que o meu e também da minha posição D4 no sofá, ela deitou-se sobre mim, costas contra costas, cabeça contra cabeça: a minha para baixo, a dela para cima. E ele saiu de dentro de mim e entrou nela, ajudando com seus braços para que nós duas não perdêssemos o equilíbrio. E alternava: um pouco no lugar muitas vezes conhecido frontal dela, outro pouco no seu xangrilá que eu lhe dava.

     Avisou-nos que não se aguentaria mais. Ficamos nós duas de joelhos, ele em pé. E, sobre ela e sobre mim, choveu o líquido sagrado. Ajoelhou-se ele também, novo beijo triplo. E não foram necessários muitos toques para nós duas também chegássemos ao nosso ápice a seis mãos e três bocas.

    Três corpos no chuveiro, depois apenas o meu e o dela. Ao sairmos, três cervejas nos esperavam. Enfim, dissemos nossos nomes e passamos um par de horas conversando. Confesso que minha vontade de recomeçar era enorme, mas notar que o frisson entre eles estava ainda maior prevaleceu. Chamei meu Uber® e parti. Fui embora com a certeza de que aquele casal estava de novo redescobrindo seus corpos e fazendo download de atualizações necessárias há muito tempo.

Autoria realoficialbora