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[Conto] Nas minhas costas, os peitos de Cíntia

[Conto] Nas minhas costas, os peitos de Cíntia

Havia chegado do trabalho fazia meia hora. Era para eu estar cansado, mas, pouco antes do fim do expediente noturno, descobri quem finalmente estava me sacaneando no serviço fazia um tempo. Uma história que não vale a pena contar aqui, mas que me irritou a ponto de tirar meu sono. Abri o D4 para ver o que estava rolando e um cara logo me escreveu dizendo que estava com uma mina, que ela tinha me escolhido e que estavam vindo de Cachoeirinha me pegar em Sapucaia para irmos os três a um motel.

Muito decidido ele. Eu recém tinha saído de um casamento, nunca tinha feito parada a três, mal sabia para que lado ficava Cachoeirinha. E a mina era uma trans. Eu nunca tinha ficado com trans e também fazia mais de vinte anos que eu não ia a um motel. Relutei de início, expliquei que tinha acabado de chegar do trabalho, contei que não tinha ficado com mina trans… Mas o cara parecia que não me ouvia. E não me mostrou foto da trans, nem dele aliás. Só me atualizava que já estava perto da RS 118 e que era para eu ir me organizando.

“Caralho, que doideira!” - pensei. Mas também lembrei. “Adriano, te arrepende de tudo nessa vida, menos daquilo que não fez!” - tinha me dito meu pai antes de morrer no primeiro ano da pandemia. Tomei um “banho de gato”, liguei o phoda-se e esperei. Eu era adulto, forte, presença. No mínimo, eu iria achar tudo uma merda, nem entraria no carro e mandaria os dois embora. Ou, ao chegar lá, chamaria um uber e iria embora. Meus 1,90 de altura me dá algumas liberdades.

Chegaram, entrei no carro pela porta de trás e não vi direito nem o cara que estava na direção e nem a mina no carona. Eu disse que estava um pouco nervoso, mas eles foram me acalmando, um clima leve foi se construindo. Perguntaram o que eu queria ouvir no rádio, um papo de boas. Então, chegamos. Motel Baviera, suíte 704. Talvez leitores conheçam. Massa, não?? Eu achei coisa fina.

O que eu sabia? O cara, hétero, casado, garçom. Tinha passado trabalhando num buffet até às 4h30. Era baixinho, uma barriga enorme, gente boa. Saiu do trabalho e se encontrou com a mina, que ele já conhecia de outros rolês. Cíntia era o nome dela. PQP, que gata! Alta, cabelão, peitão, pernão, marca de sol. E um pauzão. Ao vivo, nunca tinha visto aquela imagem. Vocês já? Bueno, os dois estavam juntos desde às 5h30, não sei o que tinham feito juntos, mas sei que tinham partilhado mais do que só álcool, se é que me entendem. Eram 9h mais ou menos quando chegamos ao Baviera. César estava pagando tudo.

Fiquei de boas, o cara lambuzou a mina de óleo, fiquei excitado vendo aquela cena. Mas só vi. E reparei que o cara, embora dizendo-se num tesão louco, não tinha combinado isso com seu próprio pau, que dormia mais do que eu estaria naquela hora num dia normal… Efeitos… Vocês sabem… Foram os dois pro banheiro e eu resolvi explorar o quarto como se fosse um parque de diversões. Fiz várias fotos de mim pra postar aqui no site qualquer dia desses. Daí voltaram. Sem preconceitos, mas achei estranho o que vi: o cara estava usando uma calcinha que, segundo ele, era da esposa dele. Ok. Já vi fotos, tem caras, CDzinhas, que ficam até legais de lingerie. Mas estava longe de ser o caso dele. Mas aí, eu deitado na cama redonda, de bruços, senti a mão da Cíntia pegar firme na minha nuca e beijar minha orelha. Meu pau explodiu e quase furou a cama de tesão. Como ela sabia que ali era o meu ponto fraco?

Ela me botou pra mamar o pau dela, maior do que o meu, e deveria ser maior do que o do cara também. Ah, pobre Cézar (sei lá se com z o s)… Toda vez que se aproximava de Cíntia, o pau dela amolecia. Ela e eu partimos para um 69, várias posições, coisa de filme. Eu pensei em meios de incluir o pobre Cézar no rolê, mas bah… Era tanta coisa acontecendo, Cíntia no comando, não tive oportunidade. Ela não deixava ele se aproximar e guardei para mim que talvez aquilo pudesse ser um fetiche deles, sei lá. Caguei.

Cíntia me comeu. De bruços. Nem sei o que senti na real, ou mesmo se cheguei a sentir algo lá no meu furico. Eu sentia, isso sim, os peitos dela nas minhas costas, o cabelão dela vindo de trás da minha cabeça e descendo sobre meu ombros. Eu sou homem, hétero. Peitos sempre bateram contra os meus peitos, nunca nas minhas costas. Eu de D4, bati uma com ela dentro de mim e gozei, ela gozou na camisinha. Pelo espelho, vi Cézar nos olhando… Pau mole, pagando tudo. Queria ter pena, mas não tive tempo para isso. Me deitei de novo na cama mergulhado em um monte de sensações.

Cíntia foi pro banheiro, Cézar atrás. Voltaram.

Cíntia, você me comeu! - disse.

E?

E aí que você nem me levou pra jantar…

Rimos. Achei que ia rolar algo mais, tinha a hidro para ser usada, outros equipamentos…  Cézar queria atravessar seu rubicão. Eu mudo, um ilustre convidado e só. Cíntia decretou:

Onze horas. Vamos embora.

De um modo que era para ter sido mais discreto, ela e eu trocamos whatsapp. Mas o cara viu, não gostou. Phoda-se. Mas não quero ser injusto. Gente boa, ele afinal. Deixaram-me em casa conforme o combinado, mas, em todo o trajeto, eu o ouvi implorar pra ela mais horas juntos.

Meses depois, eu a procurei. Ela morava em POA, mas estava na Inglaterra. Está lá ainda. Contou que visitou a muralha que o imperador romano construiu lá. Senti vontade de dizer que meu nome, na verdade, não é Adriano, mas deixei pra depois. Quero revê-la. Sem César daí. Um Brutus talvez.

Autoria realoficialbora